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A estréia dos pequenos na escola PDF Imprimir E-mail

O ingressar na Escola exige abertura para viver novas experiências, pois é um mergulho num mundo novo e desconhecido. Inicialmente, a criança, levada pelos pais até a Escola na qual irá viver parte de sua vida, sente-se segura, pois está acompanhada por elementos de seu mundo.

 

Assim, extasia-se diante das possibilidades de recreação que percebe nos brinquedos, ao ouvir as músicas e ao ver as outras crianças.

Mas, é no momento de tornar-se “aluno”, isto é, componente de uma nova comunidade, que a criança revive a crise de adaptar-se ao desconhecido. Ao ir para a Escola, a criança passa a conviver com dois mundos distintos: uma parte do tempo, ela é a criança da casa que conhece, isto é, sabe, seus perigos, seus prazeres; outra parte, é o aluno da Escola que ainda não conhece e cujo conhecimento depende dela e tão somente dela, pois apenas ela viverá essa experiência na sua totalidade.

A criança percebe, então que há coisas de que gosta de fazer e só pode fazê-las na Escola. Tem início aí os seus comportamentos de indecisão entre ficar em casa ou ir para a Escola.

Essa passagem, essa decisão, esse ganhar um mundo novo, tem como parte os pais, cujo papel é ir caminhando com a criança (durante o período de adaptação) até que chegue o momento de deixá-la sozinha do outro lado. Esse período vai variar de criança para criança, assim como varia o grau de confiança que os pais depositam na capacidade dela de se libertar e na capacidade da Escola de amá-la e de protegê-la.

Da mesma forma, esses pais devem empenhar-se em um meio de arrumar o afeto, a confiança a aceitação, fazendo do regresso ao lar um momento de amor e não um momento de inquisição sobre a Escola, evitando com isso, transmitir-lhe as suas inquietações.

No Colégio BJ, a ênfase é dada à Literatura Infantil, onde a criança é levada a construir seu próprio conhecimento, mergulhando no mundo da linguagem escrita. Some-se a isso uma série de atividades extra-classe como recreação, fantoche, artes plásticas, além de passeios. Tudo com um único e grande objetivo: que a vida aqui iniciada seja marcante e produtiva na construção do mundo que essas crianças legarão a seus descendentes.

O que facilita a adaptação.

1 – Não tenha pressa. A hora da separação é difícil e não há prazo rígido para que a criança se acostume à nova situação.

2 – Tudo deve ser falado, mesmo que a resposta seja choro; a criança deve chorar em cima de uma verdade.

3 – Na despedida, deve haver diálogo e sinceridade. A mãe deve informar à criança que vai sair e que virá buscá-la; em hipótese alguma ela deve escapulir assim que a criança der as costas.

4 – Não prolongue a despedida, isso só reforça o sentimento da separação.

5 – A convicção dos pais de que tomaram a decisão certa é fundamental para a adaptação.

6 – Converse com a criança sobre a Escola, mostrando-lhe os seus pontos positivos.

 

 

Simone Bérgamo,
Psicopedagoga, psicomotricista e mestra em psicologia