BJ Colégio & Curso

Fique Ligado

Sex Fev 10 @14:00
agenda do dia 10/02/2012
Home | Educacional | Infantil | 1º ano F. | Contos de Retalhos
Contos de Retalhos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrador   
Sex, 16 de Abril de 2010 19:59

O BJ colégio e Curso através da Oficina “Contos de Retalhos” desenvolveu juntos aos professores da escola o reconhecimento, preparação e a atuação do Contador de Histórias na formação do leitor falante, que  se distingue dos outros leitores, pois argumenta, pergunta e participa do processo de aprendizagem, o colégio reconheceu a importância desse elemento  como colaborador didático na infância e no início da leitura.

Pela oficina foi desenvolvida técnicas e aperfeiçoamento da equipe docente do ensino Infantil da arte e sensibilidade do contador de histórias, apoiando e estimulando o aluno à aprendizagem e ao hábito de leitura. Visa ainda com essa capacitação chamar a família a participar desse processo de ensino e aprendizagem auxiliando a participação e interação do ambiente familiar como integrante do desenvolvimento e responsabilidade da formação do seu filho.

A oficina trabalhou com o facilitador professor Kilder Alves as técnicas de relaxamento, prática de atitude corporal e de concentração,histórico e importância do Contador de Histórias, diferentes formas de contar histórias (Com verbalização; com Livro; com gravuras; como personagem;com personagens; criação de grupo),utilização da gramática em suas figuras de pensamento, exploração dos gêneros literários,prática  em contar histórias, o poder e responsabilidade de modificações de histórias, montagem de projetos e cronograma das práticas de contadores de história e conteúdos.

“A Magia e Encantamento das Histórias na Formação Humana”

EDUCAÇÃO, desafio cada vez mais presente na sociedade contemporânea, estimular a aprendizagem é tarefa difícil em um mundo de tantas possibilidades, facilidades e dispersões. Observamos que a tecnologia e a oferta faz do homem, na atualidade, o escravo da mídia e o depositário de investimentos e descarte do processo de ensino, não se valoriza o criar, descobrir, desenvolver e recriar. A criatividade se torna algo primitivo, porque criar, se já se dispõe da tecnologia e vantagens de algo já elaborado e imposto pela mídia e pelo capitalismo? A Educação refere-se ao ser e ao seu desenvolvimento, não devemos desprezar a tecnologia e as facilidades de aquisição de bens, mas não podemos frustrar a criatividade e o desenvolvimento do saber por descobertas e etapas de convívio e troca de valores culturais, artísticos e históricos da nossa história. O contador de Histórias resiste aos tempos, é arte viva, pulsante e persistente da cultura de um povo, de sua sensibilidade e desenvolvimento. Contar Histórias é um talento nato, muitas das vezes não percebido pelo ser, contamos histórias reais e inventadas na intensa necessidade de sermos ouvidos e de ouvirmos e sentirmos a reação e emoção que nunca são esquecidas, pois são reais e expressivas, pois fazem parte de elaboração interior, de desprendimento do corpo e liberdade da alma, toca a fundo na emoção e desfecha-se na memorização, pois o nosso cérebro seleciona o que é real e transformador em nossas vidas.

A prática de contar histórias permite a intercomunicação das partes, do contador e do ouvinte, contar e interagir nessa arte desenvolve a emoção, percepção e aceitação de um fato e amadurecimento sobre ele. Se permitir voltar a ser criança, envelhecer, estar na condição de um animalzinho, ser o vilão(ã) ou mocinho(a), ser correto ou não na história desenvolve em você a crítica e compreensão da natureza humana por se transpor na condição do outro, o preço dessa conquista é a magia, romper preconceitos  e evoluir no descobrir, na certeza que esta descoberta é constante e necessária.

A importância de investir a literatura na infância será fundamental para o amadurecimento e desenvolvimento do homem do futuro próximo, este terá a percepção aguçada e com a criatividade desenvolverá a sua característica diferencial na prática profissional, terá reconhecimento e segurança em sua evolução profissional, social e familiar. O mais importante disso tudo é que ele será um multiplicador da prática da leitura e de contar histórias em gerações.

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
 Larissa Betfuer

Última atualização em Qua, 21 de Abril de 2010 12:45